A partir do Concílio Vaticano II, com a publicação em 1966 do «Motu proprio» Ecclesiæ Sanctæ, que ordenou a constituição das Conferências Episcopais nos lugares onde não existisse ainda; as Conferências Episcopais desenvolveram-se notavelmente, ocupando o lugar de órgão preferido dos Bispos duma nação ou de determinado território para o intercâmbio de opiniões, consultação recíproca e colaboração em favor do bem comum da Igreja:

«Elas tornaram-se nestes anos uma realidade concreta, viva e eficaz em todas as partes do mundo »

Como é próprio das instituições, o surgimento da CEAST tem o seu percurso, e foi-se estruturando no tempo, adequando-se às diferentes circunstâncias.
A constituição da hierarquia eclesiástica no território de Angola data de 1940 e, a partir de então, os bispos estabeleceram uma primeira forma de cooperação: reunir-se anualmente; eram as reuniões do episcopado de Angola, para se distinguir das reuniões do “episcopado da metrópole” (Portugal continental).

Em 1956, para um melhor acompanhamento e desenvolvimento da actividade missionária, a Santa Sé sugeriu a ideia de reuniões conjuntas dos bispos de Angola e Moçambique, de dois em dois anos e a realizar alternadamente,ora em Lourenço Marques, actual Maputo, ora em Luanda. Após uma primeira reunião em Lourenço Marques e uma segunda dois anos depois em Luanda, desistiu-se por se reconhecer que os problemas das duas Províncias eram bastante diferentes.
O desmembramento torna-se efectivo com a criação em cada um dos territórios das respectivas conferências episcopais.
A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé foi erecta a 15 de Abril de 1967 como a assembleia da hierarquia eclesiástica das então Províncias de Angola e São Tomé, instituída com aprovação da Santa Sé, “para estudar, de comum acordo e em reuniões periódicas, os problemas eclesiásticos de interesse colectivo da competência do Episcopado local a fim de melhor se promoverem, em unidade de esforços, as actividades e as formas de apostolado, segundo as exigências das duas Províncias”.

Teve como primeiros membros:

Dom Manuel Nunes Gabriel, Arcebispo de Luanda,
Dom Daniel Gomes Junqueira, Bispo de Nova Lisboa,
Dom Manuel Antônio Pires, Bispo de Silva Porto,
Dom Altino Ribeiro de Santana, Bispo de Sá da Bandeira,
Dom Pompeu de Sá Leão Seabra, Bispo de Malange,
Dom Francisco Esteves Dias, Bispo do Luso.

Com sede em Luanda, a CEAST é hoje o rosto mais visível da Igreja em Angola e São Tomé.

A sua importância resulta do facto de contribuir eficazmente para a unidade entre os Bispos e, consequentemente, para a unidade da Igreja, sendo um instrumento muito válido para robustecer a comunhão eclesial.